Pesquali, redatora de plantão
  Felicidade no Trabalho

Li esta notícia no site Alshop, cuja fonte é o InfoMoney, e achei bastante interessante o fato de que “remuneração” não é determinante para felicidade no trabalho... Para mim, felicidade no trabalho engloba isso e muito mais:

- ter desafios

- ser reconhecido e respeitado

- ter perspectiva de crescimento e desenvolvimento

- e ainda ter um chefe exemplar no sentido de ser um chefe em que eu me espelhe, um chefe f@#!, por assim dizer...

A conta é simples. Sem boa remuneração, não posso ser feliz no trabalho porque não consigo ser feliz na vida pessoal. O ditado diz que R$ não compra felicidade. OK, não compra, mas compra com certeza uma bela de uma viagem para o Caribe com o seu amor, compra um belo de um jantar num restaurante chiquérrimo e deliciosos, compra uma lancha para passear na Lagoa da Conceição aos fins de semana, compra festas particulares e fechadas para os seus amigos, e por aí...

Estou errada? (risos) Segue matéria abaixo.


26/10/2011 - (Fonte: Infomoney)

Liderança e remuneração não estão entre determinantes para felicidade no trabalho

Aspectos como liderança e remuneração não estão entre fatores determinantes para a felicidade no trabalho. Ao menos é o que aponta pesquisa realizada pela Hays Recruiting, empresa especializada no recrutamento de profissionais de média e alta gerência.

 

Ainda de acordo com o levantamento, o fato de a empresa compartilhar informações, conhecimento e experiências também não está diretamente ligado à felicidade dos funcionários no ambiente de trabalho. Por outro lado, ter desafios, possuir excelente integração com a equipe, ser reconhecido e respeitado, além de ter perspectiva de crescimento e desenvolvimento, são quesitos notadamente importantes para os profissionais, sendo apontados por 61%, 51%, 47% e 47% dos entrevistados, respectivamente.

 

No geral, 68% dos profissionais de média e alta gerência de dois dos principais mercados brasileiros, Rio de Janeiro e São Paulo, se dizem felizes atualmente no trabalho. No que diz respeito à responsabilidade pela felicidade, 94% dos profissionais acreditam que ela depende tanto do profissional como da empresa. Em outras palavras, para a maioria, a felicidade no trabalho depende da automotivação, de como a pessoa encara as mais diversas situações e do ambiente empresarial e seus benefícios. Outros 5% acreditam que a felicidade no trabalho é de responsabilidade apenas do profissional, enquanto 1% credita o fato somente à empresa.

 

Apesar de a remuneração não estar entre os principais quesitos da felicidade, ela é considerada um dos maiores motivos para a infelicidade, citada por 36%. Neste sentido, além da insatisfação com a remuneração, os fatores que mais contribuem para a infelicidade no trabalho são a falta de perspectiva de crescimento e desenvolvimento (68%) e a falta de desafios (36%).

 

Fonte: http://www.alshop.com.br/noticia.asp?ID_SHOW=10828



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 17h33
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  Florianópolis... Ilha de quê mesmo?

 

Hoje tive vontade de voltar para o meu bom e velho blog. É tanta plataforma, tanto aplicativo, tanta rede social, tanta conta de e-mail, tanta atualização, que a gente sempre acaba priorizando 1 delas.

O almoço de hoje com duas colegas de trabalho foi dedicado à Ponte Hercílio Luz de Florianópolis. Ponte muito linda, cartão-postal da Ilha, mas inútil. Quem acompanha o noticiário da cidade sabe que obras na Ilha parecem não andar, ou então andar a passos de tartaruga.

Florianópolis é uma Ilha, e não tem balsa.

Florianópolis é turística, e não tem uma ponte que ligue o Continente ao Norte da Ilha, para desafogar a única, eu disse ÚNICA ponte que liga o Continente à Ilha e vice-versa.

Florianópolis é um dos destinos mais procurados do Brasil, e só tem UM aeroporto minúsculo e ainda ao lado do estádio Ressacada do Avaí. Em dia de jogo, caro leitor, esqueça!

Com toda a sua beleza natural, eu amo esta cidade, mas não consigo me conformar com a "pior mobilidade urbana do Brasil" - sim, esta é a cidade de Florianópolis.

E a campanha "Venha visitar Floripa, mas não se esqueça de voltar" segue firme e forte nas redes sociais.

 

 

 



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 16h31
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  Pra não dizer adeus

No início do ano, aderi ao Facebook, e Curti Jóia. Passei a divulgar notícias e a compartilhar links interessantes deste mercado sensacional que é o marketing nas plataformas digitais, além do bom e velho marketing nas plataformas tradicionais. No entanto, muito antes disso, eu já deixava meu blog um pouco de lado, por diversos motivos ao longo de 2010.

2011 começou conturbado e não tive muita inspiração para divagar aqui - aliás, pelo contrário, mais indignação... Para quem quiser acompanhar os meus posts destinado para "Todos", acessem o Facebook e me encontrem. Estou mais lá do que aqui.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 16h23
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  Ria! Mas ria muito!

Lendo a Piauí_54_março11 me deparei com a história de Paula à página 9. Foi o subtítulo que me chamou a atenção "Rir é o melhor remédio, segundo a terapia do riso".

O texto* é tão leve e dinâmico que me envolveu, assim como seu conteúdo. Interessei-me pela história de Paula porque, assim como eu, ela "revolucionou" a vida renunciando ao que estava habituada para ser + feliz e - estressada.

Paula, aos 20 anos, se autodescreveu ser estressada, ansiosa. Hj ri de (quase) tudo.

O texto fala da terapia do riso, criada em 1995 em Mumbai pelo guru indiano Madan Kataria. Sua conclusão é de que não se pode esperar pelos momentos engraçados na vida para rir, e a risada deve ser forçada até que se torne verdadeira.

Concordo com ele, apesar de achar difícil rir assim, "do nada"; mas, como tudo na vida pode ser praticado para se tornar hábito, e até levar à perfeição, por que não...



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 13h22
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  Don Juan de Marco

Pela 1ª vez, e por acaso, assisti ao filme "Don Juan de Marco" com o charmoso Johnny Depp. Sabia que ele fazia um sedutor de mulheres, mas não sabia que tal personagem era meio pancadinha da cabeça, rs.

Uma frase do filme que ficou na memória: "Quais são suas esperanças e sonhos que se perderam ao longo do ano?"

Tenho um na ponta da língua (viajar o mundo morando em diversos países por uns meses); fora esta esperança que ao mesmo tempo é sonho, ainda estou pensando naqueles que se perderam...



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 14h25
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  "Sob o sol de Toscana"

"O que importa é o que contém entre as quatro paredes."

Há os que preferem ser aventureiros, há os que sonham ter uma família; há os solteiros felizes, os solteiros infelizes, os encalhados, os garanhões. Não importa qual deles você seja; o que importa são as pessoas com quem convive e como se sente com e ao lado delas.

Não se iluda em pensar que a vida perfeita é casar-se, ter filhos e morar numa casa grande. É o que a maioria diz.

Faça da sua vida o que você deseja que ela seja.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 16h44
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  Isto é "Ao Vivo" no BBB

Em Prova do Líder há sempre uma novidade - boa ou ruim. Ontem foi a vez da KNORR patrocinar a prova que daria a liderança a um dos confinados. Fantasiados de frango, eles tinham que ficar no forno simulando um frango assado temperado com KNORR.

Até aí, a única coisa ridícula que eu tinha achado era o tal do temperinho (papel picado) que caiu sobre eles antes de entrarem no forno. A produção poderia ter tido mais criatividade. Por exemplo, molhado os participantes com um molho gosmento e nojento.

Após a exibição na TV aberta, pulei para o Multishow para ver mais 30 minutos de programa, e eis que o senhor Cristiano me solta uma: "Lembra da música da Galinha Azul?". Outro participante responde: "Não...". E ele começa a cantar: "De Leste a Oeste, de Norte a Sul... Caldo da Galinha AZul!". Só que este famoso jingle é nada mais, nada menos do que do concorrente MAGGI. Isso mesmo. Ele não chegou a citar o nome do concorrente, claro, inclusive ele confundiu dizendo que "a propaganda era da KNORR".

Béééééééé! NEGATIVO!

Volta pro forno.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 12h22
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  Interpretando o sonho

Fazia um tempão que não me lembrava dos meus sonhos. Pois esta noite tive um e acordei por causa dele. Estava na praia, na areia; alguém, que não me lembro quem, estava na água. O mar começou a se agitar e trouxe a água para perto de mim, levando a embalagem de pizza que estava na areia por algum motivo que desconheço. Corri atrás dela quando uma onda gigante me pegou; e eu só lembro de ter olhado para a areia e ter visto meu pai, desesperado e assustado. Acordei.

 

Tive pra mim que este sonho poderia estar tentando me dizer: para ter cuidado. A maré alta e agitada seria a empresa, e eu seria eu mesma sendo atacada por ela; meu pai (única pessoa que me lembro no sonho) seria o meu suporte em quem eu confiaria toda e qualquer coisa.

 

De qualquer forma, é bom manter os olhos bem abertos.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 15h28
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  Os primeiros e críticos minutos do 2º tempo

Depois de tantas novidades e mudanças em 2010...

... 2011 chega com tudo.

Uma semana, e a cada dia uma surpresa.

É como se eu fosse dormir com meu marido.

E acordasse com outro no dia seguinte.

Assim. Sem o menor aviso ou constrangimento.

No mínimo, bizarro, eu diria.

Pensar no objetivo, focar, respirar, orar.

Só assim mesmo.

Porque me arrastei nesta 1ª semana do ano.

Se 2010 foi ótimo...

...os primeiros dias de 2011 não sinalizam a mesma batida.

 



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 16h40
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  Histórias

"Tudo o que a gente faz deveria envolver uma boa história. Contar histórias ajuda a pensar histórias." (Daniel Tomazo, JWT)

Pegando o gancho do Daniel Tomazo, aí vai uma história. A história da véspera do fim de ano de 2010.

30 de dezembro, acordei às 7h e pensei: "lá vou eu para um dia inútil de trabalho". Antes das 9h cheguei ao meu posto e fiz o que tinha que fazer, uma rotina matinal. Demorei apenas 1 hora para realizar as duas atividades. E pensei: "tá certo que eu peguei folga nos dias 23 e 24, mas estar aqui é um desperdício, de luz, de água, físico e mental, quando eu poderia estar na minha cama descansando". Contratei uma faxineira para limpar o apto naquele dia 30, e só esperava que a faxina valesse os 80 reais que ela me cobrou, quando chegasse em casa. 18h e pouco, sem ter o que fazer, como a grande maior parte do dia, minha chefe me disse: "pode ir, se quiser". E como recusar?! Era o que eu mais queria. Ir pra casa. A propósito, a faxina estava OK, mas não senti aquele cheirinho de limpeza ao entrar em casa.

31 de dezembro, acordei (de novo) às 7h e pensei: "lá vou eu para (mais) um dia (mais que) inútil de trabalho (inexistente) nesta sexta-feira, véspera de Ano Novo!". (De novo) antes das 9h cheguei ao meu posto e fiz o que tinha que fazer. 10h30 aproximadamente minha chefe sentou-se ao meu lado, na cadeira de uma colega (que estava de folga), e começou a falar do ano de 2010, na visão dela. E suas perspectivas para 2011 com relação ao trabalho e à equipe. Ouvi atentamente e expressei poucos comentários. Quando às 11h e pouquinho entram na sala dois colegas de outro depto desejando um Feliz 2011 e se despedindo de nós. Na sequência, uma executiva também veio e comentou que passaria a virada em Baln. Camboriú. Foi aí que eu disse: "é mesmo?! Eu também!". E ela: "quem sabe não nos encontramos lá". Sensibilizada (ou não), minha chefe perguntou se eu tinha algo urgente para fazer. Abre parêntesis (quem, em sã consciência, teria algo urgente para fazer no último dia do ano, quando todos os seres da face da terra estão festejando e esperando o ano que está por vir?! Se não fez até meados de dezembro, não seria no dia 31 que faria...) Fecha parêntesis. Respondi educadamente: "não...". E então ela me liberou para festejar (como todos estavam fazendo desde o dia 30, talvez).

Essas são duas histórias que eu conto e que me ajudam a pensar outras histórias que foram ou que poderiam ter sido. No ano passado por exemplo, de 2009/2010, emendei os dias de Natal e Ano Novo, porém não estava feliz o suficiente, pois Sampa já me fazia mal.

Este ano, em outro Estado do país, mas sem emendas, me sinto mais feliz e confiante de que 2011 será de muitas conquistas e (mais) mudanças. Porque 2010 foi lindo, de progresso pessoal e profissional, um ano de objetivos de médio prazo que foram cumpridos no curto prazo, um ano de novas amizades, novos ares e lugares. Foi um 2010 nota 10, mesmo.

Que venha 2011 e com ele novas histórias.

 

 



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 13h55
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  Calendário 2011

2011 está aí e hoje, sem querer, vi uma dica muito bacana no site da Blue Bus. São 365 smiles para serem completados de acordo com o seu humor do dia. Adorei! Likecool é o site onde você pode comprar o seu!

Balanço do ano de 2010

Se eu tivesse completado este calendário, teria mais smiles sorrindo do que tristes.

Janeiro estava em férias em um tour sensacional no Sul do Brasil e na Argentina com o Ricardo. J

Fevereiro continuava em férias, na minha casa, matutando e preparando a minha saída de São Paulo, finalmente. J

Março eu saía da minha casa e cidade, após 27 anos, para a Ilha de Santa Catarina. J

Abril eu comecei a trabalhar em uma grande empresa de comunicação multimídia. J

Maio eu já via frutos do meu trabalho sendo colhidos. J

Junho eu fui a São Paulo para o aniversário de mami já com novidades. J

Julho venceu meu período de experiência e eu tive um treinamento profissional que me capacitou para trabalhar também com pesquisa e mercado. J

Agosto eu tive uma dor insuportável e descobri que estava com pedra no rim – tive que operar, o que me deixou, no total, 6 dias em recuperação (entre a pré-cirurgia, a cirurgia e pós-cirurgia). L No entanto, fui me recuperar em São Paulo, no fim de semana do Dia dos Pais, ao lado da minha família. J

Setembro eu tive novo treinamento profissional (Parte II) e decidimos que compraríamos o nosso apto. J Teve o evento de moda mais badalado de Santa Catarina, o Donna Fashion DC Beiramar. J As minhas tia e primo vieram nos visitar e passaram 3 dias conosco – fim de semana gastronômico e turístico! J

Outubro eu tive o meu day off no dia 11 J, meu aniversário no dia 17 J – que comemorei em um barzinho com poucos amigos – e a Oktoberfest no último fim de semana do mês em Blumenau J – onde pude rever o meu pai e curtir o camarote do evento. J Começamos a comprar algumas coisas para o nosso novo apto. J

Novembro nós continuamos a comprar coisas para o nosso apto e recebemos a notícia da minha família de que ganharíamos presentes essenciais para o nosso novo lar. J E ainda teve o feriado do dia 15, que aproveitamos muito! J Só que dia 16 teve um Encontro Comercial da empresa e eu passei muito mal após o evento – tive intoxicação alimentar, o que me deixou desidratada e muito cansada durante quase 1 semana. L Entretanto, dia 22 assinamos, finalmente, o contrato do apto! J Fui com o pessoal do trabalho em um rodízio japonês muito gostoso na Lagoa da Conceição. J No fim do mês, já em ritmo de festa, comprei o presente do meu amigo secreto familiar – o que me dá muito prazer. J

Dezembro teve a confraternização do pessoal do trabalho com um amigo secreto diferente, sem nomes, com sorteio e “roubo” de presentes. Os respectivos namorados, noivos e maridos também foram e foi muito, mas muito divertido, mesmo! Chegamos às 17h30 e fomos embora à meia-noite. J Dia 11 eu cortei os cabelos mais curtos para o Verão. J Dia 13 minha irmã e o namorido jantaram conosco em uma creperia sensaiconal na Lagoa da Conceição. J Dia 15 eu participei de um Workshop Empresarial, que me deixou mais confiante. J Dia 17 eu, minha irmã, o namorido e meu marido participamos do aniversário do meu pai virtualmente pela web cam do MSN; e meu primo, agora no Katar, também participou! J Dia 23 faremos a mudança para o nosso apto e na sequência vamos a São Paulo passar o Natal com minha família! JJJ

Quer ano mais sensacional e fantástico que este?

Afinal de contas, viemos aqui para:

Observar

Aprender

Crescer

Amar e

Voltar pra casa



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 10h35
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  Na Natureza Selvagem...

...Chris, ou melhor, Alexander Supertramp, o “Superandarilho”, entra na natureza como um selvagem resgatando suas raízes.

 

Revoltado, primeiro, com os seus pais, segundo, pelo “viver de aparências” ao qual luta para não se submeter, ele revoluciona a sua mente, sua rotina, sua vida.

 

Deixa para trás família, coisas que conquistou, seu passado, enfim, para viver uma vida simples literalmente, sozinho.

 

Chega a queimar os seus últimos dólares e...

 

...acaba é ficando solitário.

 

A música-tema do filme Into the Wild, de Eddie Vedder (abaixo), traz algumas verdades. Você pensa que você tem que ter mais do que precisa. Porque, quando você tem mais do que pensa, você precisa de mais espaço. Sociedade louca, de fato.

 

Supertramp não está de todo errado, mas é extremista, e todo extremista acaba não se dando muito bem no final. Pelo menos ele viveu intensamente os momentos que sonhou para sua vida. Ele arriscou como poucos arriscam na vida; mandou a sociedade para pqp e sumiu rumo ao Alasca. Conheceu pessoas maravilhosas, mas não se deixou apegar-se a elas. Quando percebeu que A felicidade só é real e verdadeira quando é compartilhada já era tarde demais.

 

 

 

Society

Eddie Vedder

 

Oh, it's a mystery to me
We have a greed with which we have agreed
And you think you have to want more than you need
Until you have it all you won't be free

 

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...

 

When you want more than you have
You think you need...
And when you think more than you want
Your thoughts begin to bleed
I think I need to find a bigger place
Because when you have more than you think
You need more space

 

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

 

There's those thinking, more-or-less, less is more
But if less is more, how you keeping score?
Means for every point you make, your level drops
Kinda like you're starting from the top
You can't do that...

 

Society, you're a crazy breed
Hope you're not lonely without me...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

 

Society, have mercy on me
Hope you're not angry if I disagree...
Society, crazy indeed
Hope you're not lonely without me...

 

Fonte (letra da música): www.letras.terra.com.br

 

 



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 17h29
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  Global Youth / Millennials / Geração Y

Whatever!

Fonte: Estudo IBOPE MÍDIA, Many-to-Many - O fenômeno das redes sociais no Brasil

 

VÍDEO

Sensacional este vídeo da BOX1824, uma empresa de pesquisa especializada em tendências de comportamento e consumo (http://www.box1824.com.br/), sobre os Millennials, os jovens de hoje: http://www.youtube.com/watch?v=ZidBmzFFSyk&playnext=1&list=PLEE03F0B48B0B1E24&index=54.

 

O filme 'We All Want to Be Young' é o resultado de diversos estudos realizados pela BOX1824 nos últimos 5 anos.

 

Imagens inspiradoras, megaprodução e edição, gente bonita, antenada, maluca, feliz. Como não lembrar a famosa música ‘Forever Young’...

 

Aos 27 anos, nascida na década de 80, já não faço parte desta massa de jovens ávidos por tecnologia e conexões as mais diversas possíveis, deste mundo fascinante que eles mesmos criam e recriam dia após dia. Um mundo de muitas cores, estilos, cabelos, e-mails, celulares, blackberries. Full Access é a palavra de ordem neste meio.

 

Embora informada e mergulhada no mundo high tech, sinto em dizer que me sinto quase uma jurássica nesta nova era.

 

O negócio é não parar no tempo.

 

Então o que você ainda está fazendo aí?!

 

Outro vídeo interessante, mas que trata de uma ação de marketing de uma rádio em SP que achei o máximo nesta cidade de sobrenome ‘Estresse’: http://www.youtube.com/watch?v=-Hc1kFvUTT4&list=PLEE03F0B48B0B1E24&index=56&playnext=2. Bela sacada nesta cidade de pedras.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 17h34
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  INTOXIQUEI

Era para ser uma ótima semana. Feriado logo na segunda-feira, Encontro Comercial na terça o dia todo em um hotel de Jurerê Internacional. Deliciei-me com o almoço; mal sabia eu que aquele almoço me custaria a semana toda.

 

Apenas 1 hora após ter comido, comecei a me sentir mal; mais 1 hora depois já me encontrava no banheiro do hotel; tive forças para ouvir ao fechamento às 18h, porém, como estava de carona e o local era megalonge da minha casa, tive que ficar para o coquetel, regado a muito Miolo e canapés – que eu nem podia chegar perto. Fiquei só na Pepsi e água mineral (porque Coca-Cola não tinha).

 

Equilibrei-me até às 21h10, horário em que minha carona decidiu ir embora. Thanks, God! A dor abdominal não cessava, e eu não via a hora de chegar em casa. Enfim, cheguei pouco mais das 21h40. Tomei um banho e me deitei. Foi o Ricardo chegar para eu começar a expelir tudo o que eu tinha comido naquele dia. Perdi as contas de quantas vezes visitei o banheiro para vomitar aquela podridão; e ele sempre ali, ao meu lado, segurando a minha cabeça. Passei a noite em claro.

 

Na quarta-feira de manhã, acordei enjoada ainda, mas fui trabalhar. Resolvi algumas pendências, chequei e-mails importantes, e ao meio-dia resolvi que iria ao médico. Tomei um composto de 3 remédios na veia + soro. Melhorei. Fui pra casa. Eram 16h30. Às 21h estava dormindo e só acordei às 8h do dia seguinte. Decidi que ficaria em casa, com medo de algo muito desagradável acontecer enquanto eu estivesse sentada à minha mesa.

 

Passei o dia deitada e visitei poucas vezes o banheiro. Não tinha fome, mas comi arroz com salada no almoço. Achei que estava recuperada, e tomei um Gatorade de maracujá. Foi no fim da tarde que revisitei o banheiro e parecia que iria vomitar de novo. Com muito custo, tomei uma sopa com um pouco de macarrão parafuso dentro. Às 22h e pouco já estava dormindo.

 

Acordei às 7h, melhor, mas não pude tomar leite nem café. Vim trabalhar e cá estou eu, com várias pendências da semana a resolver. Tenho fome. Isso é bom. Só espero acertar na comida hoje, um grelhadinho e um pouco de arroz + salada. Estou indo bem até agora.

 

Fim de semana será agitado. Tenho uma festa de empresa para ir com o Ricardo a tarde toda numa chácara. Maionese nem pensar!

 

Devo ter emagrecido uns 3 kg. Para quem já estava magra, virei um palitex.

 

Intoxiquei geral.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 11h58
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  Correnteza da vida

Há quanto tempo eu não escrevo uma carta? Muito, nem me lembro da última vez.

Às 12h39 do dia 08 de novembro, de frente para o mar de Coqueiros, sentada em um banco de madeira pintado de branco, daqueles de praça do interior. Senti vontade de escrever. A folha quer voar, os cabelos balançam de um lado e de outro, sinto a brisa do mar no meu rosto. A sombra dos Coqueiros dançam sob o sol da tarde de Primavera, que mais parece Verão.

A calmaria do mar é interrompida por carros, que de quando em quando passam na avenida. Segunda-feira. Desejaria estar na praia, lendo um bom livro, mas é dia de trabalho. A semana começou e desejo que ela logo acabe. Segunda-feira que vem é feriado. Como eu quero este feriado.

A vida deve ser levada com leveza. É preciso desapegar-se do material e ouvir, sentir, mais as pessoas. Lembro-me do Nosso Lar; um ótimo filme que nos faz refletir sobre isso. De onde viemos e para onde vamos? Qual é a nossa missão? Por que passamos pelo que passamos? O que é necessário fazer? Como ser feliz? O que é preciso ter ou ser para ser feliz?

A resposta para todas elas está dentro de cada um de nós.

Pássaros cantam agora, o vento sopra, o sol se aquieta por detrás da nuvem. Tenho sono.

Sou feliz onde estou. Acordo e agradeço a Deus por ser saudável, ter um homem maravilhoso ao meu lado e que me ama, e ter um bom emprego. Idealmente falando, queria poder trabalhar ainda menos e ter mais tempo livre para a minha vida pessoal, mas antes 8 horas do que 12.

Sinto falta das reuniões familiares, mas passa. Logo olho em volta e vejo que estou no meu lugar.

E tenho feito muitos progressos desde que cheguei. Evoluir. Esta é a nossa missão maior como ser humano. Ser mais humano. Tenho visto exemplos. Bons para seguir. Sou grata pela vida que tenho.

A água corre conforme o percurso que nós damos a ela. 13h



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 13h21
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  Rebelou geral

Hoje no caminho para o trabalho vim ouvindo 2 mulheres de 50 e poucos anos e a outra de 60 anos falando sobre a velhice... uma delas fez um comentário, ao me ver me maquiando, de que ela fazia muito aquilo quando ela adolescente. E que agora, é melhor não se olhar muito no espelho... (rindo). Vim pensando nisso e em como a velhice chegará pra mim. Ela chega pra todo mundo infelizmente, e isso me levou a pensar no que eu quero efetivamente para a minha vida daqui pra frente, em como quero envelhecer e onde quero envelhecer. Quero estar bem quando este momento chegar, e digo “bem” me referindo à saúde e também ao dinheiro. Claro.

 

Coincidência ou não, hoje aconteceu uma situação muito desagradável no trabalho logo cedo. Para variar uma demanda de hoje (9h40) para hoje (13h), com reunião marcada para hoje (14h). Não consegui me conter. Parece-me que querem tirar o pai da forca com estas demandas-relâmpago mega ultra blaster gigantes. Sim, sei que tenho que viver sob pressão, mas, após 6 meses, esta foi a 1ª “tirada do sério” pela qual passei.

 

Estragou meu almoço. Agora meu estômago está doendo. Adianta? Vale a pena. Não. Meu salário não paga minha saúde em primeiro lugar.

 

Mês de outubro já é mês de pensar no objetivo de 2011, no foco de 2011, no que eu quero para 2011; é mês de já pensar no planejamento de 2011. Reavaliar o que e como foi este ano e programar mudanças; preparar-se para elas também. Elas vêm, para o bem ou para o mal. E o choque é menor, se você se antecipa.

 

Que venham novembro e dezembro, pouco mais de 2 meses para a virada de ano e virada de vida.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 17h17
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  É vergonhoso, eu sei...

... mas hoje, folheando o Meio & Mensagem de 11/10/2010, descobri que 17 de outubro é o Dia do Profissional de Propaganda.

Então o job para domingo que vem é COMEMORAR DUPLAMENTE.

Afinal de contas, ser um profissional de propaganda requer ser especialista no assunto, mas ao mesmo tempo ter uma visão de mundo abrangente para entender cada tipo de cliente, de determinado segmento, inserido num mercado específico. É ter de saber de pesquisa, de mídia, de planejamento, de criação e de produção gráfica. É agir localmente, sem esquecer o global. É aproveitar a tendência para lançar uma ideia, um conceito; é mudar de conceito.

Aos profissionais de propaganda, meus parabéns antecipadamente!

E olhos abertos, sempre!



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 12h52
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  Comunicação é a sua vida?

Compartilho da teoria de que muitas reuniões atrapalham em vez de ajudar. Quando tem mais de 4 pessoas então, é o caos total. É um querendo dar o seu pitaco; não raras as vezes em que sai uma piada sem graça e se perde o foco.

 

Primo pela objetividade e principalmente praticidade tanto no processo quanto no trabalho em si, e também nos relacionamentos. Não há nada pior do que ser aquele puxa-saco de chefe. Definitivamente não é o meu perfil.

 

Já tive a infelicidade de conviver com uma ótima pessoa, mas que era uma tremenda puxa-saco. Não deu outra. Minha relação pessoal com ela acabou sendo abalada por este desvio de comportamento, e a amizade acabou. O pior de tudo é que ela passou a querer ser o chamariz do departamento; aparecer mais que os outros, e o que é pior, dizer que fez o que outrem o fez, e assim por diante.

 

Em contrapartida, convivi com outra que era excepcional no fazer, mas que não aparecia, era eficiente, mas não se mostrava, não se posicionava, era um pouco tímida. Esta continua na empresa, mas é aquela funcionária típica subordinada, que atende a demandas e não lidera.

 

Como ser então no ambiente de trabalho?

 

Natural, eu diria.

Seja você mesmo.

Faça o seu trabalho. Trate bem as pessoas.

E faça até um pouco de social, indo a eventos importantes da empresa, de vez em quando.

 

Mas não seja aquela pessoa extrovertida demais, simpática demais nem grudenta demais, que é capaz de pegar um lenço quando o chefe espirra! Nada mais ridículo que ser assim, ninguém aguenta!

 

Forçar a amizade está fora de cogitação, seja no ambiente de trabalho, seja fora dele.

 

Sabe aquelas mulheres montadas em fila da balada do momento?

 

Superficial, fake. É assim que você acaba sendo quando quer ser a simpática demais, a amiga demais, a referência do depto, a que sabe tudo, a, a, a, a.

 

 

Mudando de assunto...

 

O feriado está aí e todos se lembram do dia 12/10 só porque é Dia das Crianças e feriado nacional.

 

Mas alguém se lembra que dia 11/12 também é uma data especial?

 

.... Não?

 

É Dia do Deficiente Físico. Este, sim, sofre pelo preconceito e discriminação de muitos, falta de infraestrutura das cidades – e portanto falta de respeito.

 

Por isso, quero deixar aqui a lembrança deste dia tão ou mais especial que o dia 12/10. E os meus parabéns pela superação destas pessoas!

 

 

2.7

 

Por fim, e não menos importante, estou prestes a completar 27 anos, mas não me sinto nem um pouco perto dos 30! Fazendo uma recapitulação rápida da minha vida, acredito que eu poderia estar mais bem posicionada no mercado de trabalho, pelos meus conhecimentos técnicos, pelo investimento intelectual que fiz em mim, pela minha postura e pela minha disciplina; já no âmbito pessoal, não sou nem nunca fui tradicional, a ponto de querer um casamento perfeito com o kit igreja/festa/lua-de-mel. Claro que um almoço/jantarzinho para os familiares e uma senhora viagem ao Caribe me agradariam demasiadamente. Mas infelizmente não é a minha realidade. Ainda.

 

Aos quase-27 anos, eu já viajei parte do Brasil, e estou satisfeita com isso – falta Fernando de Noronha e Porto de Galinhas -, fiz mochilão na Europa por 22 dias, conhecendo 10 países e me relacionando com muitas culturas e pessoas diferentes e às vezes esquisitas. Inesquecível.

 

Aos quase-27 anos, já sou pós-graduada, e já fiz um tour pela área em que atuo, Comunicação. Passei por agência de comunicação corporativa, agência de publicidade, veículo de comunicação (TV) e agora jornal.

 

Aos quase-27 anos desisti da minha cidade-natal e mudei de cidade, de Estado e de Região do Brasil.

 

Passei a estudar um mercado até então desconhecido pra mim; e gostei do que vi até então.

 

Aos quase-27 anos fiz o que a família do meu pai abominaria até então: juntei-me com o meu noivo e passamos a ser “casados”.

 

Decidimos investir na região e na nossa vida, tranquilidade e conforto. Por isso, compramos um apto, para onde vamos mudar ainda este ano.

 

Aos quase-27 anos já tive a fase louca da vida, e agora me encontro na fase de conquistar coisas. Não que a viagem aos EUA esteja fora de pensamento e desejo! Pelo contrário. Ainda vamos a Miami Beach - e por que não Disneylândia?!

 

A conclusão que tiro da minha vida até hoje é: eu fiz tudo o que me propus a fazer e a realizar, com planejamento e persistência. E continuo a estabelecer metas, porque apenas sonhar não basta. É preciso planejar e ter também coragem pra mudar. Dar a cara a tapa. Hoje está assim. Amanhã vai estar melhor.

 

E para isso não precisa de puxa-saquismo.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 14h11
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  Vender o seu peixe

Se a pessoa não tem o mínimo de expressão verbal, além de expressão corporal adequada, fico imaginando eu como é que esta pessoa irá vender algo!

O curso Técnicas de Vendas iniciado na segunda-feira (20/09) mostrou o nível dos profissionais de vendas do comércio em geral de SC. Lamentável. Após a dinâmica de apresentação no 1º dia, esperei então que o instrutor não nivelasse o curso por baixo.

Tenho absorvido alguns - não muitos - conceitos novos, e espero que até sexta eu possa ter um aproveitamento melhor, nem que seja para "sugar" o consultor, porque dos colegas não vejo muita perspectiva de aprendizado, com raras exceções.

Eu esperava encontrar profissionais de grandes e/ou médias empresas que pudessem compartilhar experiências e cases para debate em aula.

Quem sabe até o final do curso... 



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 09h12
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  Lamentável é pouco, Ms Lauryn Hill

O show da Ms Lauryn Hill foi decepcionante. O que era aquele arranjo instrumental, estilo gospel, com aquelas back vocals cantando de fundo e Lauryn se esgoelando e pulando feito uma senhora de 60 anos, com aquele cabelinho de chapinha – parecia o Playmobil - e roupa digna de uma senhora: vestido comprido escuro, colar grande de pérolas e sobretudo cor de creme?????

 

Honestamente o DJ e a Negra Li, que abriram o show, empolgaram muito mais do que a divã.

 

Sem contar que no ingresso estava escrito que o Stage Music Park abriria às 22h. Pensei: ela deve entrar no máximo à meia-noite. Que nada! Eram 2h15 da madrugada quando ela subiu ao palco, deixando todos boquiabertos com tamanha desconfiguração da música black a que ela se propôs desde o início de sua carreira!

 

Era preferível termos na íntegra o álbum Miseducation of Lauryn Hill, na versão Unplugged mesmo, a ter de assistir àquele show no mínimo lamentável!

 

3h30 da madrugada e eu não suportava mais ouvir aquilo; o Ricardo, coitado, já dormia em pé literalmente fazia tempo. Na saída, uma fila de carros, o que comprova que o show estava mesmo uma m@#$!

 



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 15h51
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  Em que solo você está?

No início da palestra de hoje, pensei (e resmunguei para a minha colega ao lado): "Tá, isso eu já sei; qual é a novidade?". O palestrante introduziu o tema "Como organizar o pensamento para inovar" com imagens e um discurso que eu e todo mundo já estava careca de saber: revolução industrial, massificação, tecnologia, complexidade etc. Pelos primeiros 10 ou 15 minutos pensei que seria uma hora perdida do meu dia estar ali.

Não foi.

Ele falou de "pasteurização" e afirmou que "quanto mais se viaja, mais se vê que os seres humanos são similares" e que "tudo é muito similar", e ainda "que as tendências são globais". DISCORDO. E foi aí que comecei a me interessar pelo discurso. Discordei deste ponto de vista por uma razão muito simples: CULTURAL.

Mas foi só isso que discordei.

A pergunta que veio em seguida foi:

Como inovar? Segundo ele*, é "navegar em complexidade sem se perder". "É diferenciar-se, achar o simples e o impactante." É duvidar de tudo; é "pensar como uma mente de uma criança".

E que tudo isso depende do solo fértil que é a cultura da empresa. É aí que está o ponto focal do tema. Tudo começa pelo desenvolvimento organizacional, claro! Isso é a base para a construção de uma empresa sólida e direcionada.

O clímax da palestra foi a história pessoal dele com o filho pequeno de 3 anos, que agora tem 6. Factual que o pai (e a mãe) tem fundamental influência em potencializar o conhecimento do filho, e que isso pode ser feito de forma natural, como foi o caso dele. À noite, antes de dormir, ele combinou com o filho que ele (o filho) teria direito a 1 pergunta por noite para que ele respondesse. Assim, eles passaram por questões da Biologia, Astrofísica, Física Quântica, Ciência... "Assuntos simples antes de dormir" (rs), que aguçaram a curiosidade daquela criança (praticamente bebê!) e que o fizeram evoluir intelectualmente antes mesmo de tais assuntos serem abordados no local onde supostamente ele teria o 1º contato: na escola.

Simplesmente fantástico! Quando eu tiver o meu (filho), farei isso. Isso e outras coisas mais. Adorarei responder aos milhares de porquês daquele ser recém-chegado ao mundo. Um mundo onde a tecnologia deixou de ser um meio para ser (erroneamente) considerada "aquilo que resolve tudo". Onde pessoas foram deixadas de lado, e onde não se tem tantas perspectivas diferentes - para só então se ter uma ideia diferente - e INOVAR!

Após quase 2 horas dentro daquele auditório, me dei conta de que não foi um tempo perdido ter estado ali.

Inove você também!

Recomendo: filme "Decisões Extremas"

*André Barcellos, da GAD'INNOVATION: http://www.gadinnovation.com.br/



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 17h01
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  Pedrinha pra que te quero...

5 milímetros. Míseros 5 milímetros, mas que fizeram um estrago danado no meu sistema endócrino! A pontada veio forte, junto com a dor constante, bem quando eu estava no "busão" indo trabalhar, numa bela sexta-feira ensolarada.

Tentei fazê-la sair, e nada. Tive de ir para o centro cirúrgico. "Calma, o procedimento é rápido" - o médico disse. E foi, mas o pós é que foi duro. Passei os 3 dias com aquela colicazinha chata andando devagar e dopada. Até que chegou o grande dia de tirar o corpo estranho chamado cateter. Fui. Preocupada, é verdade, pois soube que assistiria de camarote, apenas com um gelzinho anestésico aplicado no local.

Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii - gritei! Estou sentindo tudo, ai, está doendo, está doendo. Eu parecia uma criança, daquelas bem irritantes, reclamando. Mas estava doendo e machucando de verdade. Tanto que acabou e eu continuei a sentir dor, como se estivessem me arrancando o útero, os ovários.

Demorei a levantar, pedi remédio; me deram um comprimido de Buscopan.

NADA.

Pedi na veia; deram. A enfermeira estourou meu braço, alegando que eu estava nervosa, por isso "estourou a veínha". Bobagem! Com muito custo, deixei que ela tentasse novamente, desta vez no outro braço, na veia da mão. Acertou.

E a dor? Não passou! Fui pra casa com dor e louca pra chegar, com náusea e não-sei-mais-o quê!

Jantei a comidinha que meu maridinho preparou pra nós, tomei banho e deitei. Aos poucos, lentamente, fui melhorando.

E quem disse que na terça consegui trabalhar? Que nada, a dor ia e vinha. Passei a madrugada (a 2a) em claro. Na quarta, decidi: Vou voltar lá!

Eis que os novos exames revelaram que eu estava com inchaço na região toda - da uretra ao rim esquerdo! Bastava tomar um anti-inflamatório que a dor passaria. Será???

E não é que foi passando!

Agora, me digam, por que é que não me deram este remedinho antes?!

Bem que eu avisei que eu era sensível e que "o procedimento rápido" não funcionaria comigo!

Repousar e dormir é muito bom, relaxar sem hora pra fazer nada, mas, quando se está com dor, nada parece ser bom. É a posição que não encaixa, é o tempo que não passa, é o remédio que parece não fazer efeito. Nas horas em que ele fez, se eu não estava dormindo, uma coisa boa eu fiz: terminei de ler o livro Comer, Rezar, Amar. E recomendo.

Até tentei meditar um pouco ontem, mas... nada feito. Não sirvo pra coisa.

Por enquanto, deixa eu ficar no meu Pilates, mais light, e na aula de Balance, que mistura ioga e alongamento.

Melhor assim.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 20h54
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  Comer, Rezar, Amar, Dormir, Comer mais!

Isolamento acachapante

Insegurança corrosiva

Ressentimento insidioso

Olhos cor de cobalto

Comer, ler, rezar e escrever...

 

Palavras de Elizabeth Gilbert. Ela é ótima! Estou lendo Comer, Rezar, Amar e está sendo ótimo saber das experiências dela na Itália (por enquanto) porque ainda não cheguei à Índia nem Indonésia.

 

Se eu não tivesse encontrado o anjo da minha vida, talvez eu teria feito como ela. Largado “tudo” (o que é tudo?) em São Paulo em meados de novembro do ano passado para viajar pelo mundo. Sempre fui uma aventureira. Preferiria rodar o mundo com uma mochila nas costas e um pensamento na mente: o de conhecer lugares exóticos (ou não), sendo feliz conhecendo e aprendendo novas e exuberantes culturas dia após dia, a ficar no Brasil trabalhando na área que escolhi, especializando-me em mais alguma coisa, estudando um idioma (que amo), indo à academia (quando dava tempo, ou seja, quase nunca!) e me divertindo nas milhares de baladas ou bares da capital.

 

No livro, ela cita uma frase de Bhagavad Gita (antigo texto iogue indiano) que eu simplesmente A-MEI e que deveria ter incluído na minha vida desde que me entendo por gente, na vida amorosa principalmente: “É melhor viver o seu próprio destino de forma imperfeita do que viver a imitação da vida de outra pessoa com perfeição”.

 

Voltei a comer chocolates como antes comia antes de fazer acupuntura em 2007/08. Em 4 meses aqui na ilha engordei quase 3kg, e, é por isso e pelo alto colesterol que ainda tenho, que eu começo a academia esta semana. Dei um basta na preguiça e um xô no frio em busca da saúde.

 

Porque, neste caso, não funciona como diria Zélia Duncan: “Deixe que o tempo cure”.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 18h49
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  Eu e eu mesma

8h30 despertei.

Sábado frio, nublado, a lagoa serena.

Fiz meu café, comi um mamão, olhei para a árvore, sem flores.

Arrumei a cama, passei pano na casa - deixei a roupa suja de lado; ainda tem uma pilha pra passar.

Assisti ao Mano aceitando o convite de ser técnico da seleção brasileira; vi também o JA e o Jornal Hoje.

Na Globo News a história do Jean Charles, que estreia o filme na NET hoje à noite às 22h (às 21h tem Liga Mundial).

Londres me traz saudade; como turista fui muito bem tratada. Amigos moram lá e não têm do que reclamar.

Quero estar de volta em 2012, nas tão sonhadas Olimpíadas.

Fiz o almoço, comi sozinha, com a porta aberta, situação inimaginável de onde eu vim.

Deitei na cama, sob o cobertor de pelos e assisti ao Mundo S.A., depois History Channel e GNT.

Olhei pela janela, a chuva caía vagarosamente; a vizinha não para de arrastar os móveis e o vizinho não para de passar no corredor.

Agora sentada na cama, a TV ligada no Space - o filme Exorcista, o início -, via as fotos do início, do noivado, da Argentina, das férias de janeiro, até aqui.

Sinto falta da família, dos amigos que deixei em São Paulo.

Sinto-me só por um instante, mas não desejo voltar. Só mesmo a passeio.

Ainda que eu pense que está resolvido, sei que não está.

Vivo o hoje, sinto o minuto, penso no amanhã; traço uma estratégia.

Eu e eu mesma na ilha de SC.

Você faz falta no meu eu.

Mesmo que eu não demonstre.

Eu me importo. 



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 15h55
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  Irritando Zito - 11 maneiras

1. Deixar o copo sujo de suco ou refrigerante dentro da pia, quando eu acabo de lavar toda a louça.

2. Entrar em casa com o tênis sujo de areia.

3. Deixar roupa em cima do sofá, jogada.

4. Não trazer de volta pra casa o tapoer da marmita ou...

5. Trazê-lo sujo de comida e todo gorduroso.

6. Deixar a tampa do vaso aberta.

7. Deixar o vitrô do banheiro fechado depois de terminar o banho e ainda fechar a porta - assim fica bem úmido.

8. Deixar o chinelo no meio do quarto, ao pé da cama.

9. Não esticar o lençol da cama e simplesmente puxar o cobertor e ainda deixar roupa debaixo do lençol.

10. Colocar a perna pesada em cima de mim quando estou dormindo ou...

11. Abraçar-me tão forte que fico sufocada à noite.

São 11 meses de namoro; apenas 4 de convivência e já deu para perceber as nossas diferenças. Mas também as minhas chatices e neuroses; e a sua boa vontade, de sempre, em ajudar...

Por isso, apesar de tudo, o que importa é que nos amamos e somos felizes juntos.

Parabéns, log! E principalmente por me aguentar... hehe



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 17h41
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  Pop Art no Burger King

Saiu hoje no Blue Bus:

Burger King vai lançar embalagens que diz inspiradas em Andy Warhol 

10:30 Até o final do ano, o Burger King espera renovar as suas embalagens no mercado europeu. O novo design é inspirado na Pop Art, movimento que iniciou nos anos 50 e tem em Andy Warhol um de seus maiores representantes. Veja abaixo como devem ficar o refrigerante e as batatas fritas da rede depois da mudança de visual. Tem a ver?

Fonte: http://www.bluebus.com.br/show/1/97621/burger_king_vai_lancar_embalagens_q_diz_inspiradas_em_andy_warhol_veja 

Pop Art, movimento que usava figuras e ícones populares como tema de suas pinturas. As histórias em quadrinhos e a mídia visual e impressa são os elementos de referência da pop art. Humor e crítica ao consumismo são constantes nas obras de pop art. Artistas mais conhecidos: Richard Hamilton, Allen Jones, Robert Rauschenberg, Jasper Johns, Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Tom Wesselman, Jim Dine, David Hockney e Claes Oldenburg. (Fonte: Wikipedia)

A Coca-Cola já se utilizou muito da Pop Art em suas campanhas. Um exemplo:

Adoro este movimento, e acredito que as embalagens do BK retratam, principalmente, uma das propostas do movimento, a de história em quadrinhos.

E o catarinense, que até o dia 31 de maio deste ano, não desfrutava desta delícia que é esta rede fast-food, agora conta com 2 lojas, uma no Beiramar Shopping e outra no Floripa Shopping.

Quem me conhece sabe que não sou fã de fast-food, mas de vez em quando um Whopper vai muito bem...

Vale conferir.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 17h08
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  4 meses

É o tempo que estamos na ilha da magia.

Passamos um fim de semana típico de um catarinense, aquele que pedimos a Deus.

Sábado na Barra da Lagoa, almoçando de frente para o mar, praia vazia e tranquila; tarde na Praia Mole para tomar aquele solzinho gostoso de inverno e aproveitar e ver os surfistas em ação; na volta para casa, um maravilhoso pôr-do-sol da lagoa e fim de tarde na nossa casa, olhando para ela, brilhante e linda. 

Domingo, após o café da manhã reforçado, tarde em Jurerê Internacional, das mansões, dos porches e das lanchas, sentados na areia fina e macia, vendo um atleta praticando seu esporte aquático; almoço no meio da tarde em uma lanchonete deliciosa, com direito a batatas fritas e sanduíche da casa: Chivito; e para não perder o costume paulista, uma passada no Floripa Shopping, para conhecer e tentar ver o Toy Story 3D (não conseguimos).

Abaixo a foto da felicidade:



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 14h22
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  "É só um jogo de futebol", disse Galvão

Antes de começar a Copa, eu disse: O Brasil não leva o caneco este ano; a Copa é da Argentina. Maradona e seus súditos terão a glória e o prazer de beijar a taça, assim como fez Maradona.

A grande verdade é que aconteceu o que se esperava. Até então, a seleção brasileira enfrentara seleções fracas; foi só cruzar com uma seleção "bemmm melhor", como disse Falcão no fim do jogo de Brasil contra Chile, e deu no que deu. O sonho do hexa se foi, e junto com ele a certeza de que faltou banco. Faltou jogador à altura de um Kaka, de um Robinho e de um Luís Fabiano, para substituí-los no momento necessário. Faltou cabeça para reverter a virada. Faltou rapidez na troca - para evitar o descontrole de Felipe (esquentadinho) Melo. O 1º gol da Holanda, FALHA clara do goleiro Júlio Cesar, foi bobo, sim, é verdade, mas evidenciou ainda mais que o Brasil é, sim, vulnerável a jogadas aéreas.

Acabou. E o único que teve a coragem de "dar a cara a tapa", como ele próprio disse, foi Júlio Cesar.

Amanhã o jogaço está marcado, às 11h, horário de Brasília, conheceremos o campeão da Copa. Na minha opinião, los hermanos. E se marcar, com 1 gol de la mano de Dios.

Brasil, só mesmo em 2014.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 13h42
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  O que é melhor: uma vida simples e boa ou sofisticada e atribulada?

Sábado, 26 de junho, foi uma tarde de reflexão.

Foi em Governador Celso Ramos, na casa de um dos colegas de trabalho do Ricardo, que nós dois passamos uma tarde proseando, como se diz, e onde almoçamos uma comida caseira simples e tão boa quanto a que consideramos de nossas famílias. A mesa coberta com uma toalha xadrez, posta ao ar livre, no pátio de chão (de terra, como se diz em São Paulo), trazia uma panela de feijão carioquinha, outra de arroz branco, uma travessa de pepino em conserva, um prato de tomate temperado somente com sal, limão e azeite, e três travessas de alumínio com a saborosa tainha assada. A churrasqueira, um quadrado de tijolos empilhados com carvão dentro, bem ao estilo interior e simples de ser.

Fazia tempo que não comia tão bem, que não me deliciava com uma comidinha caseira tão boa; que não era tão bem tratada como eu fui nessa casa de família, de apenas um quarto, um banheiro e uma cozinha, tudo na mais perfeita limpeza e organização.

Difícil foi acompanhar a prosa deles, já que falam demasiadamente rápido e com sotaque catarina, mas nada que o contexto não me ajudasse.

Caio, o bebê de 1 ano e 6 meses, corria pelo pátio com seus chinelinhos de criança, calça e camiseta, bem à vontade e feliz; com uma pá de plástico pegava pedras e areia do pátio e depositava em seu caminhão de plástico, enquanto o pai e seus colegas se divertiam bebendo uma gelada.

Satisfeita, me sentei perto das mulheres - eram três (a esposa do dono da casa, a esposa do colega dele e uma vizinha coroa) - para conversar. Dava para notar a despretensão de todas elas, a simplicidade, melhor dizendo, com que falavam. Perguntas de onde eu vim, o que eu faço, o que eu tenho? Nenhuma. Eu que me apresentei e resumidamente contei a elas a minha trajetória com o Ricardo até aqui. Quando falei de São Paulo, das coisas boas, nem se maravilharam; estão e são felizes com a vida ali, no interior de SC.

Fartura, amigos, filhos, família, churrascos de fim de semana, verde, árvores, campo de futebol, festas de bairro, vizinhos prestativos, tranquilidade. Tudo isto basta para eles, que nasceram e viveram ali, no silêncio, sob um céu azul.

Viajar? Só mesmo para algumas cidades próximas dali, como Lages, Blumenau. Nada de extravagâncias, nada de luxo. É a TV no quarto, e deu.

Aquela tarde, aquela 1 hora e meia conversando com aquelas mulheres, me fez relembrar dos interesses envolvidos da maioria das pessoas com as quais eu convivi no trabalho, em São Paulo, e mesmo aqui, em SC. Antes de olhar pra você e dizer "bom dia", as pessoas olham para sua roupa, para o seu sapato, para os seus cabelos. Aquelas mulheres, não.

Não estavam nem aí para a minha roupa; não perguntaram onde eu comprei o relógio, os óculos escuros que eu estava usando, muito menos a minha formação acadêmica!

Gostei delas, gostei daquela tarde simples, naquele ambiente simples e acolhedor. Senti-me bem; igualmente o Ricardo.

Certa vez li (não me lembro onde nem vou me lembrar o autor) um frase que dizia mais ou menos assim: uma vez que você abriu seus horizontes, jamais voltará ao que era antes. E é a mais pura verdade. Não nasci no campo; nasci na cidade. Não vivi uma vida simples; vivi uma vida urbana e agitada. Num meio em que fui muito exigida intelectualmente, em que a competição era (e é) acirrada. Vivi entre carros, multidões, arranha-céus, ônibus, motos, poluição, barulho, estresse. E me acostumei com isso, com essa vida. Vida boa, com facilidades, entre festas, eletrônicos, informação, internet. Sem tempo; muito estresse.

Ali sentada com aquelas mulheres, olhei à minha volta e pensei: felicidade é isso, é estar tranquilo, é estar feliz com o essencial, é passar mais tempo com a família - e não com o computador do escritório, ou com as pessoas do escritório.

Ao mesmo tempo, lembrei do mundo, e do que vi e vivi na Europa, em Buenos Aires e nos tantos outros lugares por onde passei, as experiências que tive, as boas e as ruins, e pensei: eu também gosto disso! Sou "aventureira", "exploradora" e adoro viajar, conhecer gente, lugares, culturas, experimentar comidas. Uma vez que se experimentou X, não se volta ao -X...

Foi então que pensei que o meio termo seria bom pra mim; bom para o Ricardo, e bom para os nossos futuros filhos.

Viemos conversando sobre isso no caminho de volta a Florianópolis.

E fica a pergunta do título para você, leitor: o que é melhor?  



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 13h37
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  Talento inato x Prática deliberada

Sempre acreditei que existia o talento inato, e que, se a pessoa não tivesse o dom para determinada atividade, por mais que ela praticasse, apenas se tornaria boa naquilo, longe do excepcional. Até que conheci Fabio Cardia, professor extraordinário em sua área de atuação, Criação e Processos Criativos.

Agora, lendo o livro Desafiando o Talento, citado anteriormente aqui, me convenci totalmente do conceito da prática deliberada, ou seja, a prática contínua, estruturada, orientada e exaustivamente treinada e repetida, é a explicação mais plausível para se chegar ao sucesso. É claro que outros fatores externos contribuem para tal feito, como, por exemplo, a sorte; como diz o livro, "hora e oportunidade vêm para todos". Outro fator de extrema importância é o ambiente em que se é criado na infância principalmente. Afinal de contas, você, leitor, deve se lembrar da frase: "O meio faz o indivíduo". Pense e reflita como é verdade.

Geoff Colvin, o autor do livro, cita histórias de gente famosa na mídia que é bemsucedida graças à prática deliberada. É o caso de Tiger Woods, gigante do golfe. Não sou fã deste esporte, mas acompanho na mídia o sucesso deste homem, que desde bebê, eu disse bebê mesmo, esteve no mundo do golfe. O pai dele o levava ao campo e o deixava observando-o jogar; Tiger olhava atentamente as tacadas do pai, que de ora em ora falava e explicava o que estava fazendo (mesmo que o bebê não pudesse compreender nada daquilo). E quando Tiger cresceu mais um pouco, o pai o iniciou no esporte; treinou-o, contratou um professor, e assim Tiger seguiu treinando exaustivamente até chegar onde chegou.

Esta história me fez lembrar de um exemplo muito próximo de mim. Com o qual eu convivi durante mais de 10 anos (talvez 12). O nome dele é Carlos Gustavo Velho, o Guto, um coleguinha do Infantil do Colégio Santa Marcelina que cresceu ao meu lado, e apareceu no Ensino Médio e depois Fundamental. Sempre o considerei um "geninho" e me agradava muito ter a sua amizade, não só pela pessoa que ele é, mas também por sua inteligência e facilidade em aprender. Aprendi muito com ele.

Acabou o colégio e nos separamos. Eu decidi cursar Publicidade e Propaganda; ele, Direito. Desde os tempos da escola, ele me dizia que queria ser diplomata. E eu sempre dizia que ele conseguiria. Para isso, ele sabia que deveria dominar no mínimo três idiomas, além do português, mas isso não era tarefa tão difícil para ele, já que o inglês ele já dominava (aos 15 anos de idade). Nunca perdemos o contato. Além do Direito, ele cursou ao mesmo tempo Relações Internacionais em outra faculdade (ambas particulares), e à tarde estudava. Longe de ser aquele cara tímido e "nerd", ele vivia entre os livros, em palestras etc., mas nunca deixava de se divertir; era da balada, "namoradeiro" e "boa pinta", como dizem. Sua saga em busca do objetivo começou em 2002, quando ele começou a sua vida universitária. Concomitante a isso, ele estudou espanhol, francês e, se eu não estiver enganada, italiano.

Semana passada, para minha alegria, encontrei-o no msn e ele me contou que acabara de passar em 11º lugar em um concurso para diplomata. Oito anos depois, o sonho enfim se realizara. Está indo para Brasília. E eu acredito que ele não voltará mais a São Paulo, onde nasceu, cresceu e viveu.

O Guto é um exemplo de um cara que executou a prática deliberada. Só um detalhe, que faz todo o sentido, o pai dele é da área jurídica; ele cresceu neste meio, viveu e respirou esta área. O que faz grande diferença e o ajudou bastante.

Ainda não terminei de ler o livro, mas tenho certeza de que mais reflexões virão por aí.

Aguardem.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 09h50
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  Que Copa é esta?

A Copa chegou, mas nem parece. O clima, que supostamente deveria ser de festa aqui em SC, está longe de ser comparado ao de São Paulo, por exemplo, onde, apesar do estresse diário e da loucura do trabalho, as pessoas param para ver o Brasil jogar. Por aqui, fomos liberados oficialmente 15 min antes e 15 min depois do horário dos jogos da seleção, mas rumores correm por aqui de que não será bem assim...

Não vejo ruas pintadas, não vejo o povo mais feliz, não vejo aquela agitação. Vuvuzelas? Só mesmo na boca do povo africano. Se bem que eu detesto ter de assistir aos jogos com o barulho infernal e irritante deste instrumento, mas não deixa de ser uma manifestação popular de felicidade.

Minha sala tem portas e janelas de vidro. Pendurei a bandeira do Brasil em uma das janelas ao meu lado; imediatamente após o ato o segurança pediu que eu a tirasse alegando que atrapalhava a visão dele. Ora, coloquei-a ali estrategicamente justamente para que ninguém me visse do lado de dentro. Tive de tirar.

Longe de ser pessimista, mas sendo realista, acho que o Brasil não leva o caneco este ano. Até agora uma equipe que mostrou que poderá ser a campeã é a Alemanha. A Itália não jogou ainda, mas pode ser uma séria candidata. Veremos.

Torcer pelo Brasil, sim, claro, mas sem exageros. Num país em que poucos ganham muito e muitos ganham pouco, não dá muita gana de torcer pelo triunfo de uns poucos.

 

 



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 13h04
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  "O recurso escasso hoje é a capacidade humana"

Frase retirada do livro que comecei a ler ontem: Desafiando o Talento - Mitos e Verdade sobre o Sucesso, de Geoff Colvin, Editora Globo.

A afirmação é fato, mas muitas empresas ainda não se deram conta desta nova realidade, e insistem em mal remunerar tais profissionais notáveis. Caímos então naquela vala comum de que todos querem tudo e mais um pouco, para ontem, com alta qualidade, por pouco custo.

É o que vejo, por exemplo, no ramo de TI. Navegando pela net, um certo site noticiava a falta de profissionais qualificados nesta área e o número de vagas que só cresce. Não demorou muito para que a página ficasse repleta de comentários de internautas, da área ou não, indignados e sinalizando exatamente isto: a má remuneração, a baixa remuneração, a vergonhosa remuneração. "É por isso que os bons profissionais não se candidatam a tais vagas" - resumiu um internauta.

Esta é a triste realidade do Brasil. Pouca educação de qualidade para a maioria; e para a minoria, que consegue se formar e se pós-graduar, fazer curso de idiomas e outros cursos, resta se contentar com um salário mixuruca, sob uma pressão diária por resultados.

É por isto que tenho pensado e repensado na minha vida. "De repente", deu em mim uma crise dos 26 anos: "O que estou fazendo aqui?", "Por que faço o que faço?", "Será que o que faço realmente vale a pena ou valerá a pena o investimento?", "Sou realmente feliz com o que faço ou me acostumei a fazer o que faço?". Perguntas que ando me fazendo constantemente, pois sinto sede de mudança, sinto que há algo que eu possa fazer de muito maior, de muito mais relevância. Só não sei o quê, ainda.

Mas vou descobrir. Um ponto é fator mais que positivo na minha personalidade: não tenho medo da mudança; decido e vou com a cara e com a coragem.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 13h57
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  Testemunhal do piloto no voo 1566 - FLO - GRU

Foi novidade pelo menos pra mim. Merchandising testemunhal do piloto no voo de Florianópolis para São Paulo (Guarulhos) eu nunca tinha visto! É comum vermos publicidade na mesinha de cada passageiro no avião (adesivo), ou então enormes painéis nas paredes do corredor que leva ao avião, mas esta ação causou até risos em alguns passageiros.

O comandante deu as boas-vindas aos passageiros e em seguida leu um texto muito naturalmente que dizia: "Hoje os senhores irão experimentar o Guaraná Antarctica Açaí, que une o sabor do guaraná ao delicioso açaí" (algo do tipo). Olhei para os lados e observei que alguns riram, com a propaganda inusitada; outros não esboçaram reação; e outros acho até que nem ouviram, mas que foi interessante, ah, isso foi. Olhei para o carrinho de comidas e bebidas e vi várias garrafas de Guaraná + água + suco.

Um passageiro que sentava à minha frente disse ao comissário de bordo: "Por favor, um Guaraná, mas o normal" - e que bom que também tinha "o normal". É... este não quis experimentar o sabor novo; cliente tradicional é assim. Eu, que não posso abusar de refrigerante, fiquei no suco de laranja mesmo. Quem sabe no próximo voo eu experimente este novo sabor...



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 14h24
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  1 mês e 1 dia

Sexta-feira passada fiz 1 mês de casa. O processo de trabalho caminha bem. Trabalho em dupla e tem dado certo este modelo. Nem tudo está organizado, mas o anseio por padronização é enorme, e a pressão, também. Estou acostumada (quem não está?!).

Sinto (há algum tempo) que ainda não descobri o que realmente me faz sentir no escopo profissional; no pessoal estou certa de que estou no caminho certo, estou feliz. Não consigo sentir (ainda) aquela vontade fugaz de fazer acontecer, aquele entusiasmo de menina, ou então de uma jovem recém-saída da universidade...

Será a consequência dos anos que passam e eu vou envelhecendo?

Ou será que não estou na profissão "certa"? Por que será que tenho pensado tanto nisso ultimamente? Será a hora de mudar de área? Arriscar novamente depois de ter mudado de Estado e de cidade?

Talvez este não seja o momento mais adequado quando, de fato, o que preciso agora é de estabilidade. Aliás, precisamos. Porque não estou só neste barco (e que bom!).

O fato é que acordo todos os dias às 6h40, faço o café da manhã para nós dois, assisto ao "Bom dia, SC", tomo banho, saio de casa rumo ao trabalho e no caminho venho pensando: "será que este trabalho me faz feliz?"; "sinto que tenho muito mais a fazer, a oferecer"; "quero crescer (e logo), mas será que onde estou terei esta chance tão logo?"; "o que devo fazer então?".

Ligo o rádio do celular, ouço a Atlântida, a Jovem Pan e às vezes a Itapema; em 40 minutos estou em frente ao computador checando os meus e-mails, lendo notícias, folheando os jornais. Início de expediente. Início da semana.

Segunda-feira fria e saudosa. Faz pouco mais de 2 meses longe da família.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 17h24
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  "Ele virou um anjo"

Foi a frase que ouvi ontem à noite quando fui ter com ela e perguntei sobre o estado dele. Fiquei em silêncio por 5 segundos e segurei a mão dela carinhosamente. Abracei-a em seguida e disse que ela tivesse força neste momento. Serena, ela me olhava com um olhar triste, dizendo que estava ainda em choque, mas que soube pelos guias espirituais que o desencarne dele foi tranquilo. Fato que acalma a família, mas deixa a inevitável e constante saudade.

O ambiente, apesar da tragédia, estava leve; o pai dele ajudava a esposa a cozinhar; a irmã, sentada no sofá falando baixo ao celular; e a viúva ali em pé diante de mim. Algumas malas sobre a cama; no dia seguinte eles partiriam para Goiânia, onde ele será enterrado. O apto, lindamente decorado ao gosto deles, já não tem mais valor para ela; a ilha da magia, como é chamada por aqui, parece não ser tão mágica aos olhos dela.

"Foi um sonho" - ela disse. Um sonho que durou 7 anos juntos, 3 deles neste lugar; que já não faz mais sentido. Descanse em paz. É o que podemos dizer. A nós resta continuar a viver e, "aproveite e curta cada momento, cada palavra, cada dia; não dê importância a coisas que não têm importância, coisas pequenas que não mudam em nada" - disse ela.

E ele esperou que a sua família desse o adeus; 5 dias. À meia-noite e quinze da madrugada do dia 28 de abril ele se foi. Partiu para um plano espiritual elevado, deixando a lembrança de seu sorriso aberto, da sua bondade e alegria de viver.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 09h43
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  E você, já twittou hoje?

Acabo de assistir a uma palestra sobre TWITTER.

Não, não pretendo twittar por enquanto. Penso que já tenho muita coisa na minha vida para monitorar. Já bastam os 3 e-mails, orkut, este blog, marido, casa...

Mas sei do crescimento e impacto das redes sociais e entendo perfeitamente esta necessidade de as pessoas estarem presentes nessas redes sociais hoje em dia.

Não é o meu caso. Ainda. Nunca se sabe.

Fico pensando... por que um ser humano deseja que os outros saibam que ele escovou os dentes com uma escova nova comprada no supermercado X, Y ou Z, por exemplo?

Carência?

Vício?

Novos hábitos?

Falta de privacidade me parece mais adequado.

O fato é que a palestra foi bem proveitosa. Não é porque EU não vou aderir às twittadas que não reconheço que o Twitter é uma forte e promissora ferramenta de comunicação, marketing e de relacionamento principalmente entre empresa e consumidor.

Vale colocar no seu plano de mídia, sim.

E não importa se você não é usuário. Mas sim que você, como profissional empresário, de RH ou mesmo da área digital, monitore a sua empresa, a sua imagem no mercado.

Sim, porque nunca se sabe quando as pessoas falarão mal, farão reclamações da sua empresa ou mesmo de você, meu caro leitor.

Eu vou é correr para o http://search.twitter.com e checar agora mesmo.

Esta era digital...



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 19h09
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  Sexta-feira chuvosa e triste na ilha

Parecia que seria um dia normal. A sair de casa notei que o carro do vizinho não estava estacionado. Estranho - pensei - porque ele sempre sai depois de mim. Desci e encontrei a vizinha do andar de baixo com a porta aberta, na varanda. Ela me contou o que acontecera na noite anterior. O vizinho sofrera um acidente de carro no Morro da Lagoa, na noite anterior, capotou o carro e caiu na ribanceira. Meu coração gelou. Ela continuou contando que às 23h a esposa dele a chamou. Os três - ela, o marido e a desolada esposa da vítima - foram ao local.

O relato que veio a seguir me fez tremer por dentro. O acidente foi grave; a situação do rapaz, também. Foi levado para o hospital em estado grave e lá se encontra na UTI; pensei que só um milagre poderá salvá-lo. Se ele sobreviver, ficará com sequelas, dizem os médicos.

A vizinha estava ali, em choque; chegara às 5h da madrugada e não conseguira dormir. Ela comentou que, quando a esposa bateu à sua porta desesperada, pensou que fosse o meu noivo, pois eles têm o mesmo nome.

Ela me deu o nome do hospital no Centro, e informou que a família do rapaz, de Brasília, já viera para a cidade. Desejou-me um bom dia e eu saí para trabalhar.

No ponto de ônibus, avisei meu noivo do ocorrido; ele ficou em choque. Poderia ter sido ele, eu ou nossos amigos. Poderia ter sido qualquer um. Ele comentou que achou estranho o carro da então vítima não estar lá quando ele saiu, mas que não deu tanta importância. À noite não ouvimos nada, nenhuma movimentação. Eu, gripada, tive até febre à noite.

Ao desligar, uma moça que estava no ponto começou a conversar comigo. Ela ouvira a conversa e sentiu muito que isto tivesse acontecido. Acabou me contando o que acontecera com ela aos 25 anos (hoje ela tem 34). Do nada, ela começou a perder a audição do lado esquerdo, depois o equilíbrio e mais tarde não conseguia fazer coisas simples do dia-a-dia, como abrir uma porta - estava sem coordenação e com princípio de paralisia do lado esquerdo do corpo. O diagnóstico: tumor no cérebro. Um tumor raro que pode dar em qualquer pessoa dos 25 aos 34 anos, aproximadamente. Neste momento, ela me mostrou a grande cicatriz que percorre o seu pescoço - passou por três cirurgias.

O processo de recuperação pós-cirurgia foi longo - 4 anos -, ela teve que raspar todo o cabelo, fazer fisioterapia intensa e teve que contar com ajuda psicológica e familiar. Foi duro. Morava no Rio, ainda com a família, e teve todo o suporte necessário. Ainda em recuperação conheceu o atual marido, com quem tem uma filha de 4 anos. Hoje mora em Floripa e tem um novo emprego, que começara na segunda-feira desta semana, enquanto a filhinha fica na escola o dia todo e o marido, no trabalho.

Você nasceu de novo - eu disse, ao final do relato da história emocionante dela. Ela acrescentou que o cunhado morrera em um acidente de carro, e que perdera massa encefálica. Estava sem cinto de segurança, o air bag abriu, mas a pancada foi tão forte que ele próprio furou o air bag e se voltou com a cabeça de encontro ao encosto do banco. Deixou a mulher e duas filhas, uma de 1 ano e outra de 4 anos.

Como na maioria dos casos, ela me disse que passou a valorizar coisas da vida que antes não o fazia. Pensei no acidente do meu noivo e, de novo, como deve ter sido difícil superar tudo aquilo. Agradeci em pensamento a Deus por estar viva, por ambos estarmos bem e com saúde; lamentei por estar longe a minha família.

No terminal do Centro, a nova colega da ilha pegou um outro ônibus, e eu, tomei o meu rumo. Cheguei pensativa no trabalho. Lembrei que no domingo, o casal vizinho saiu para almoçar fora, felizes, e que na volta ela subiu e o chamou para "subir logo para abrir a porta, pois estava sem chave". Depois disso, não os vi mais.

Ao meio-dia, eu e meu noivo vamos ao hospital dar uma força a ela e à família. Já liguei lá e o estado dele continua grave; está na UTI.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 10h42
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  Gripe suína?

Fez 10 dias que tomei a vacina contra a gripe H1N1 e eis que hoje ela me pegou. Depois de uma noite mal dormida - ainda mato aquele galo da vizinha! - acordei espirrando, já prevendo que o dia seria longo. Amanheceu nublado e a previsão era de chuva. Piorei ao longo do dia, com a ajuda do ar-condicionado, claro.

A nova função exige conhecimento técnico, mais agilidade e eficácia. Tenho que me aprofundar no negócio em si.

As expectativas sobre mim são grandes, mas ainda me sinto como um peixe fora d'água.

É hora de estudar o produto, estudar e entender o mercado e fazer acontecer. Na nova batida da empresa. Então vamos lá!



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 18h32
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  Perguntar não ofende

Em fase de adaptação, observação, integração, implementação, criação, e por que não nova visão?

Perguntar não ofende, e cada vez que pergunto percebo que o bordão "mil e uma utilidades" paira pelo depto., ou melhor, pela empresa como um todo.

Longe de mim ter vindo para este Estado pensando que iria encontrar uma dinâmica de trabalho como a praticada em Sampa. É exatamente isso que a nova gestão almeja implementar.

E eu entrei no início deste processo, num ano em que tudo está mudando e as pessoas, "descabeladas".

As assistentes fazem muito além da função para a qual foram contratadas; fazem o papel de assistente de marketing e planejamento + analista de marketing e planejamento + designer + redator + arte-finalista + analista de OPEC + analista de pós-venda. Ufa!

Como a estrutura está sendo modificada e implementada agora, sugestões são bem-vindas e eu, como analista com foco em gestão da comunicação, terei o direito de falar; se meus argumentos vão convencer, eu não sei, mas, como perguntar não ofende... vamos lá!

Trabalho, aqui, eu terei tão ou mais do que eu tinha na cidade poluída; a vantagem é a vida que se leva no geral, aqui. Eu diria que estou 70% adaptada à cidade; os outros 30% serão postos à prova nestes primeiros 3 a 6 meses de trabalho (duro!).

Como diria Cacau Menezes, comentarista no mínimo "figuraça" do Jornal do Almoço de SC da RBS TV:"Se tu dix...".



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 17h21
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  Começo - Bem-vindo

1 rolo de papel higiênico por semana.

200 g de presunto e 200 g de queijo por dia.

1 caixa de leite a cada 3 dias.

6 peças de roupas por dia.

1 sabonete a cada 15 dias.

1 shampoo e 1 condicionador por mês.

1 garrafa de óleo de soja por mês.

1/2 bandeja de mistura (carne ou frango) por dia.

Arrumar a casa todo dia.

Esticar o lençol da cama todo dia ao acordar.

Trocar a roupa de cama a cada semana.

Varrer a casa todo dia.

Passar pano com desinfetante a cada dois dias.

Lavar louça todo dia.

Secar a louça todo dia.

Pendurar a roupa no varal.

(A máquina de lavar não chegou ainda!)

Fazer feira.

Fazer supermercado.

Notar que as coisas são caras.

Que comemos muito (risos).

E que temos muita fome.

Que não dá pra ir a restaurante todo dia.

Que o rodízio no restaurante japonês é diferente e mais caro.

Somos somente nós 2.

E um tem que ajudar o outro.

É só o primeiro mês.

Mas prefiro a vida aqui, na minha casa, com meu noivo.

Prefiro olhar pela sacada e ver a lagoa.

Ir ao Centro e não ver engarrafamento.

Acordar com os passarinhos.

Dormir no silêncio ouvindo os sapos.

Minha vida agora é aqui.

 



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 18h06
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  Queimei todos os navios

Não vou me lembrar da história contada pelo filósofo meu sogro Silvio Rodrigues da Silva, mas em suma a conclusão a que se chegou é de que, em determinado momento da vida e diante de certa situação, é preciso queimar todos os navios da terra natal - ou antes conquistada - e conquistar novas terras, respirar novos ares, viver outra vida, em busca da paz e bem-estar. Foi isso o que eu fiz. O que nós fizemos. Eu e o Ricardo decidimos queimar todos os navios em São Paulo para arriscar numa nova vida, uma vida que acreditamos ser melhor pra nós dois.

Juntamos nossas coisas no carro - que não são muitas -, nos despedimos da família, avisamos alguns amigos, e viemos para a ilha de novas oportunidades: Florianópolis. Anjos cruzaram o nosso caminho e nos deram abrigo - uns amigos que conhecemos no rafting em nossas férias em janeiro por aqui -, nos fizeram sentir à vontade e acolhidos para que pudéssemos ir em busca de nosso lar e dignidade - o trabalho - com calma.

E em menos de uma semana tivemos ótimos progressos. Prestes - ambos - a arrumar emprego e já com o apto mobiliado e arrumado, pudemos desfrutar da vida de casados. Engraçado como é que isto aconteceu de forma tão natural na minha vida, nas nossas vidas, para duas pessoas que não pensavam em se "amarrar" tão cedo...

É... Anjos existem, e o Ricardo é o meu. Mais uma etapa cumprida. Agora é esperar pelo trabalho e pelas conquistas que certamente virão.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 15h44
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  Aurea, vovó-mãe

O beija-flor se aproxima da árvore onde suga o líquido doce de dentro do recipiente estrategicamente colocado ali. O cheiro é verde e marrom, de folhas frescas e terra molhada. A rede ali ao lado faz-se convidativa para algumas balançadas, sutis e sem tempo para parar.

O chão vermelho-terra de ladrilhos quadrados, grandes, dá o contraste da casa, aconchegante e familiar; o jacaré empalhado pendurado na parede na sala de jantar parece caminhar vagarosamente quando a noite caía.

O sol nascia e o dia não poderia esperar; corria para a mesa tomar café da manhã; não demorava para colocar meu biquini; vovó levava a todos à praia, onde passávamos o dia todo entre a areia e o mar casado, cujas ondas se chocavam umas às outras, nos fazendo felizes - e livres.

O orelhão da esquina da avenida era o ponto de encontro, onde vovó chegava buzinando e nos pegava levando-nos para casa.

O cheiro agradável de comida entrava pelas minhas narinas, mas a piscina fria num dia quente era mais interessante, até que vovó nos chamasse.

O carangueijo, que fugira da panela alta de alumínio que no fogo estava, mergulha na piscina como quem quer se salvar. Vovó vai atrás dele e o captura, colocando-o de volta na panela. Eu observando o borbulhar da água na panela e aos poucos eles morrendo. Sentados à mesa, eu e meus irmãos e primas no bater dos martelinhos, quebrando as patinhas daqueles bichos tão gostosos, regados a molho à base de sal, limão e azeite que vovó preparara.

Vovó com sua inseparável cerveja sobre a mesa, de quando em quando dava um gole gostoso. Que delícia aquele almoço. Arroz, feijão, batatas fritas e salada acompanhavam o banquete. Vovô à mesa, sempre sendo cuidado por vovó. Risos, marteladas, goladas.

Após colocar meu prato sobre a pia, e escovar os dentes, saía com minha bicicleta azul pelas ruas do condomínio, encontrando colegas, observando as casas, a natureza, explorando. Sentia a brisa no meu rosto e pedalava tanto quanto eu conseguia; como eu era feliz!

Fim de tarde, os pernilongos ávidos por corpos, a casa fechada, com mosquiteiros nas camas, meticulosamente arrumadas e perfumadas; vovó e vovô na sala, assistindo às notícias na TV. Um por um tomava banho, recolhia suas roupas e unia-se ao lado de vovó e vovô, este que descansava em sua poltrona cor de vinho.

O jantar não demorava a sair; Maria sempre tão dedicada e caprichosa, gostava de agradar as crianças. Vovó era exigente. E nós, sem ainda saber, também. Jantávamos todos e éramos livres para sair pelo condomínio ou ficar em casa; trazer os amigos para lá nunca foi problema, mas preferia mesmo era ficar com vovó, me balançar na rede, às vezes entrar na piscina à noite.

O quarto, à meia luz, acomodava a todos, que faziam silêncio ao entrar - ai de quem fizesse barulho ali, pois vovô já dormira. Subia na beliche e dormia feito um anjo, feliz por mais um dia de sol, praia, piscina, bicicleta, piquenique na praça...

E assim eram os meus Verões. À medida que crescia, as atividades mudavam, mas não o meu amor por vovó e vovô e a vontade e prazer de estar ao lado deles.

Não sendo nada para sempre, em 99 vovô se foi, e com ele a tristeza de vovó, que nos deu adeus 2 anos depois, para se encontrar com vovô.

Sua última viagem fora com minha família - mamãe, papai e irmãos - para Itanhaém. Na praia eu tirei uma foto de todos e, antes de clicar no botão, olhei para vovó, magrinha e fraquinha, mas sempre sorrindo, e pensei que aquela seria a última vez que vovó iria à praia; senti que ela partiria logo e veio um aperto no meu coração.

Apertei o botão, fui até vovó e a abracei beijando-a, como quem já dizia adeus.

Não demorou muito e vovó se foi, a última vez que a vi foi numa cama de hospital, com dor e cansada de tanto sofrimento que o câncer lhe causara. Mamãe é quem estava lá quando ela a apertou abraçando-a com carinho e deu seu último suspiro; cerrou os olhos, sorrindo. Estava em casa quando o telefone tocou, tarde da noite. Lágrimas escorreram pelo meu rosto e eu fui avisar papai.

Com vovó, foi-se a alegria dos meus Verões, a minha infância e a minha adolescência. Como eu queria que ela participasse da minha juventude.  



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 20h26
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  São Paulo doente

Através do meu noivo Ricardo, fiquei sabendo de uma intervenção artística de Felipe Frisoni na cidade de São Paulo.

Felipe expressou com a sua arte o que expressei com palavras no post anterior do dia 31 de janeiro deste ano (veja abaixo). O conceito de doença cai como uma luva nesta cidade que deixou há muito de ser a "terra da garoa"...

Parabéns, Felipe! A São Paulo, estimo melhoras.

Felipe Frisoni fez intervenção com mais de 40 bolsas com líquido vermelho. Para ele, a cidade está doente

por Regiane Teixeira - 03/02/2010 - 20:20 - Fonte: http://revistaepocasp.globo.com/Revista/Epoca/SP/1,,EMI119923-17276,00.html
 
Artista pretende realizar nova intervenção no próximo sábado (6/2) em São Paulo

O paulistano Felipe Frisoni tem 25 anos, é publicitário, gosta de tecnologia, artes e, apesar de parecer saudável, se sente doente. Ao refletir sobre os problemas da cidade, ele decidiu mostrar aos outros como vê São Paulo. Para ele, a cidade está enferma e, por conta disso, se vestiu de médico e espalhou bolsas que simulam conter sangue por diversos bairros. A intervenção urbana foi sua primeira ação artística e recebeu o nome Transfusão. A obra ganhou as ruas no fim de semana passado e continua no próximo sábado (6). “A cidade não oferece educação, saúde. A poluição, o trânsito e outros males acabam gerando uma doença na população”, diz o artista. “O povo começa a ficar com a autoestima baixa, algo que desencadeia o processo.”

Acompanhado por cinco amigos, Frisoni distribuiu cerca de 40 bolsas pelo centro da cidade, a partir do bairro de Santa Cecília. Enquanto algumas receberam molduras, outras foram colocadas em estátuas. O fotógrafo e também artista Felipe Morozini registrou a manifestação em fotos e vídeo. “Qualquer manifestação pela cidade é válida. Algumas pessoas perguntaram o que significava aquela intervenção urbana. Elas já entendiam isso.” Morozini já foi premiado em Nova York pelo site Babelgum por seu vídeo "Jardim Suspenso da Babilônia", sobre uma intervenção no Elevado Costa e Silva, o Minhocão. O curta mostra a intervenção de 28 pessoas, que pintaram com cal diferentes tipos de flores no asfalto.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 13h45
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  Vc me magoou

Nasci e cresci com vc.

Vc me deu educação.

Vc me deu amigos.

Vc me deu oportunidades de conhecer algumas pessoas maravilhosas que até hoje fazem parte da minha vida.

Vc me deu trabalho.

Vc me fez rir.

Vc me fez chorar, mas chorar de emoção.

Vc me deu alegria.

Vc me levou a bares, baladas, festas, micaretas.

Vc me deu o handebol.

Vc me deu a universidade, onde vivi os 4 anos mais intensos da minha vida, onde eu aprendi e também ensinei.

Vc me deu gás.

Vc foi a minha energia.

Mas hoje eu não te quero mais.

Vc me estressa.

Vc me deixa doente.

Vc me irrita.

Vc me fez virtual.

Vc me tornou escrava do trabalho.

Vc me tirou a liberdade de ir e vir.

Vc me tirou a alegria e o prazer de conviver com vc.

Vc me cansou.

A única coisa que vc me proporcionou de bom e que levarei pra sempre comigo chama-se Ricardo.

Vc se chama SÃO PAULO e eu não aguento mais vc.

E eu vou ter que te deixar.

 



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 21h17
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  Bye, Bye

 



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 20h16
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  Balanço do 2º semestre de 2009 – e que balanço!

Balançou geral. Quando tudo parecia calmo, ou, pelo menos, normal – e monótono –, quando eu acordava às 7h, por vezes às 6h, enfrentava o caótico trânsito deste inferno chamado São Paulo, com meus fones de ouvido e o rádio sintonizado na Band News, tampava o nariz para o fedor de pessoas que recém haviam acordado – e certamente não tomado banho –, olhava através da janela e via a impaciência de motoristas irritados – com razão – e algum motoqueiro caído, ou então, uma batida de carro, chegava irritada ao trabalho após quase uma hora num trajeto que deveria durar 15 minutos, 20, no máximo, sentava à minha mesa e dali não saía até à hora do almoço – que podia ser 12h30 como podia ser às 15h, ou então nem ser hora alguma, segurava o xixi para “não perder tempo”, e, quando ia ao banheiro, ia rapidamente, voltava, sentava novamente diante do computador e trabalhava feito louca até às 21h, 22h, é que me dei conta de que ISSO não era vida pra mim.

 

Você pode dizer que eu sou nova, que tenho gás, que tenho que me sacrificar agora para, no futuro, colher os bons frutos, que tenho energia, que trabalhar é preciso, mas eu te digo que simplesmente eu não quero esta vida MALUCA pra mim. E eu escolho o que EU quero pra minha vida. Quero sombra e água fresca, como diria a música; é o que todos querem no final. Faça por merecer, mude a sua rotina, dê valor a quem te dá, busque a paz e a tranquilidade, preste atenção nas pessoas – elas estão loucas, alteradas, nesta cidade! –, chegue a sua casa e tente relaxar no sofá, converse (mais, muito mais) com sua família – ela, sim, é importante –, dê mais atenção a você mesmo, cuide de você, cuide da sua mente e também do seu corpo.

 

E dá tempo nesta loucura? A resposta é não.

 

Foi então que eu comecei a priorizar o que achava realmente importante. Como, por exemplo, EU. E a minha saúde. Sim, porque eu estava ficando doente. E, ficando doente, eu ficava muito mais irritada, sem paciência. “Estresse emocional, você precisa desacelerar, Pauliny, você tem apenas 25 anos”, diria o médico. E dava?

 

Depois de brigar muito comigo internamente, é que eu fui descobrir que não adiantava mais eu insistir em certas coisas. Coisas que antes davam certo e que não davam mais.

 

Meu namoro acabou – e ninguém acreditou –, um clima pesado rondava o ambiente corporativo – e eu no meio –, até que – surpresa! – houve uma promoção, no mínimo, contestável, pela forma como ela foi estrategicamente planejada, desenhada e executada. O puxa-saquismo subiu. E não hesitei em dizer algumas verdades inconvenientes. E no meio disso tudo surgia o meu anjo.

 

Por ironia do destino – pra não dizer outra coisa –, não foi política novamente, porque naquele momento ser política significava ser hipócrita – e isso eu não sou –, e assim se foi a rotina de 10, 12 horas diárias de trabalho que estavam me matando. Era uma terça-feira de novembro, pós-feriado de Finados. Na mesma noite eu fui pra casa do meu anjo, meu novo amor, conversamos e ele se surpreendeu em me ver, em ver como eu estava bem e feliz – e mais: aliviada; ele achou que não havia caído a ficha ainda, pensou que teria trabalho em me acalmar, mas eu estava bem (sim! E aliviada!), e garanti a ele que sabia muito bem como eu estava e como ficaria pelos próximos meses: EM FÉRIAS!

 

Havíamos programado as nossas férias para fevereiro, mas disse a ele que antecipasse para janeiro. E assim ele fez. Até lá, só sombra e água fresca. Embora não esteja na cidade ideal, onde realmente eu gostaria de estar, está valendo mesmo assim.

 

Nos primeiros dias em casa, a única coisa que eu não consegui fazer foi acordar tarde, mas nada que o tempo e o hábito não curem (risos). As semanas que se sucederam foram maravilhosas. Até enquadro da polícia militar eu tomei no viaduto da Pompéia no meio da madrugada. Foi inédito, e, por incrível que pareça, não senti medo; meu anjo estava lá comigo e até agora eu não consegui entender como é que ele conseguiu dirigir um carro manual... (muitos risos).

 

Fui caminhar na Braz Leme, sem hora pra voltar, tomar água de coco gelada e comer temaki no meio da tarde, fui ler o livro que na metade estava, organizei as minhas coisas e também a minha vida, falei com uns amigos que realmente valem a pena e significam muito na minha vida, me dei ao luxo de não ter o meu celular com o despertador ativado. Programei uma viagem para um lugar calmo e tranquilo, onde eu pudesse realmente descansar ao lado de quem me ama – e eu amo – verdadeiramente.

 

Fui para o sul de Minas – Monte Verde. Foi lindo. Experimente você também.

 

Tá bom, eu sei o que você vai dizer. Que: você pode, você é nova, não tem filhos, grandes responsabilidades – o que significa grandes contas pra pagar. É, e eu digo que estes dias estão contados. Afinal de contas, chega uma hora na vida que você sente a necessidade de estar com alguém, de ter alguém vindo de você e de cuidar deste novo alguém, de constituir uma família, enfim. E de ter, enfim, grandes responsabilidades.

 

Não tenho medo deste dia. E não ter medo disso eu aprendi com uma pessoa muito especial, uma pessoa que naturalmente entrou na minha vida pra ficar. Porque com ela esta “ideia” parece tão natural. E tudo parece tão “fácil”. Sem ilusões de que tudo dará 100% certo, porque não será assim – e eu, como realista e pé no chão que sou – sei muito bem disso. Mas estamos juntos nessa e vamos seguir.

 

Sem politicagem, sem hipocrisia, apenas com trabalho honesto e muito amor.

 

Porque, no fim das contas, você verá que o que importa é o amor; e você ter alguém 100% ao seu lado, que te acompanhe e que te apóie nas suas decisões.

 

Discurso piegas, diria a minha amiga Poly? Viva e me conte depois. Ela acaba de se mudar para um apartamento com o “seu Fabio”.

 

E assim estou à espera de 2010 – nunca um ano teve tantas promessas e planos. E como estou FELIZ com esta vida que promete ser muito mais que “nova”. Promete ser inesquecível.

 

Podem me chamar de aventureira, arrojada, incisiva e por vezes de muito autoconfiante, segura, enérgica, e é assim mesmo que eu sou. Sou assim e, goste você ou não, é assim que eu serei. Se quiser, goste de mim. Se não quiser, não farei questão de agradar.

 

Porque eu não faço sala para quem não é bem-vindo.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 19h18
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  Mundo Corporativo

Este mundo corporativo... Do puxa-saquismo, da politicagem, pra não dizer falsidade. Da falta de ética quando se prega tanto a transparência. E se você não entra no circo do exibicionismo, se você não é o palhaço da vez, você é taxado de imaturo, é tido como alguém difícil de lidar, de gênio forte. É que perdi a parte da matéria de que expor a opinião de forma clara e transparente é atitude condenável. Perdi a parte da matéria de que "babar ovo" faz parte deste mundo estranho. Adapte-se a ele ou caia fora, não é isso! É, este mundo de valores invertidos... Pra viver assim acho que vou preferir uma barraca na beira da praia e tranquilidade, pois prefiro viver mais e com qualidade. Porque no final o que acaba importando é sua saúde e as pessoas que te amam e que não te abandonam. Acontece que principalmente neste 3º mundo trabalho por trabalho é desvalorizado; você tem que se doar até a última gota e, ainda assim, não é satisfatório. Porque quando você se mata, mas não se promove com isso, e consequentemente não aparece tanto, acaba virando obrigação, afinal não fiz mais que a obrigação mesmo, não é!

É... este mundo corporativo tem disso. Só porque tenho Black Berry, Nextel e fico até às 22h34 na empresa e você, não! Imagine, impressão sua... Pode contar. Comigo você sabe que pode.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 00h20
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  Pouco mais de 1 mês que tirei férias...

Já quero férias de novo. Parece que foi ontem. Ainda vejo os esquilinhos no Green Garden, lembro do "I amsterdam" e eu lá do lado do "I". Sinto vontade de sentir aquele frio gelado batendo e congelando o meu nariz. Sinto vontade de paz novamente, e só ter de se preocupar com o horário da passagem de trem ou avião.

Como passou rápido este mês. Mal voltei e as cobranças quadruplicaram. Ano de crise, crie, como disse o chefe-mor. Crie, mas não ganhe nada a mais por isso - que fique registrado. Já não como com tanta vontade e prazer como antigamente; já não sou a bem-humorada e a desencanada que ri da própria "desgraça". E se ficar estressada resolvesse. Convenhamos, seria fácil resolver tudo.

A semana passa voando, e eu trabalhando 12 horas por dia, e tenho apenas 2 dias para relaxar e me divertir. São Paulo já me irrita de tal forma que não tenho vontade nem paciência de enfrentar o trânsito de sábado para dar uma volta. Qualquer lugar a que se vá é lotado.

Acho que eu preciso ir pro campo. Aliás isso - a casa de campo - já faz parte dos nossos planos. Eu e Ro concordamos que campo é melhor e mais sossegado que praia.

Antes disso, vamos pra Patagônia ou então Pucón ver o vulcão e ficar naquele spa. Não vejo a hora de março de 2010 chegar.  



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 23h34
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  São Paulo, Brasil – 19, 20 graus Celsius – 10/04

Chegamos às 5h35 da manhã, horário de Brasília, na nossa terra natal. Sinceramente, amei a viagem, foi um mochilão inesquecível, mas não via a hora de voltar. Senti muita saudade da minha família e da minha vidinha no Brasil.

Mesmo com todos os problemas que têm aqui, o meu lugar é aqui, embora eu ainda pense em morar por um tempo fora, provavelmente na Espanha, ou até mesmo na Inglaterra.

Almocei bacalhau na casa do Ro. Que saudade da comida da minha sogrinha! E à noite, no niver dele, rodízio no japa. Estava louca por um sashimi!

Ainda estou doente, tossindo um pouco.

Agora é aproveitar o fim das férias porque dia 15 a vida recomeça no trabalho...



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 13h02
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  Londres, Inglaterra – 14 graus Celsius (dia) e 10 graus Celsius (noite) – 07/04, 08/04 e 09/04

Nunca Londres foi tão ensolarado. O frio é normal, mas com sol até dá pra tirar a blusa de quando em quando. Até porque andávamos muito.

Experimentamos o English Breaksfast em um dos milhares de pubs espalhados pela cidade. Pedimos 1 pra dividir, porque este era nervoso, Farmhouse Breakfast. Vinha: 2 ovos fritos, 2 fatias de bacon (que não tem nada a ver com o bacon do Brasil, é sem gordura e é saboroso), 1 cogumelo grande e escuro, 3 “bolinhos”de batata, que parecem nuggets grandes, 2 torradas, 2 bloquinhos de manteiga, feijão (que é doce, totalmente diferente do que estou acostumada – não gostei deste) e 2 linguiças (que também não têm nada a ver com as daqui – é leve, mas no café da manhã não rolou de eu comer...).

Centro de Londres – pontos turísticos: Piccadilly, Big Ben, London Eye, Buckingham Palace, Green Park, St. James Park.

Fomos de metrô até o Greenwich, onde tem um parque gigante, lindo. Voltamos de barco pelo Rio Tamis – um passeio e tanto.

À noite fomos a um pub e eles comeram uma comida típica de Londres com purê de batata e lingüiça e não-sei-mais-o-quê.

Na nossa última noite lá teve jantar (strogonoff de frango feito pelo anfitrião) na casa do Emerson com outros brasileiros que lá moram e trabalham. O Lu se juntou a nós, o que me deixou extremamente feliz. Não deu 5 minutos e ele já estava totalmente enturmado (como não, né?! rs). Bebi Smirnoff Ice de garrafa – muitos copos.



Escrito por Sentido por Pauliny Zito às 13h00
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